Pedro
UMA DIREÇÃO IMPLACAVELMENTE TÓXICA, PARASITÁRIA E DESPROVIDA DE ÉTICA OU HUMANIDADE A gestão do estabelecimento "O Rei na Barriga" representa a personificação da decadência moral na educação infantil. Antes de mais, impõe-se a justiça de uma distinção fundamental: as educadoras e auxiliares de sala são profissionais extraordinárias, humanas e dedicadas, que seguram aos ombros o bem-estar das crianças. É vergonhoso e lamentável que um corpo docente de excelência esteja refém e acorrentado a uma direção parasitária, fria, gananciosa e absolutamente sem escrúpulos. Abaixo da fachada de simpatia vendida nas reuniões de acolhimento, opera uma administração sem alma, que enxerga bebés e crianças como meros ativos financeiros descartáveis. Quando o polo do Infantado encerrou sob o pretexto de "obras", a gerência olhou nos olhos dos pais e garantiu a continuidade pedagógica no polo de Frielas ao abrigo da Medida Creche Feliz. Não hesitaram em manter a nossa filha até ao último dia de julho, recebendo mês a mês as comparticipações do Estado. Usaram a criança até ao último cêntimo de financiamento do ciclo letivo. Assim que esgotaram a verba, executaram o plano de descarte. No momento de formalizar a renovação das crianças que já frequentavam a casa, a direção atuou com uma cobardia sem precedentes. Sem a hombridade de emitir uma única carta de rejeição ou expulsão em papel — sabendo que deixariam a prova documental de um atropelo legal —, optaram por um aviso verbal informal de viva voz, alegando uma absurda "falta de vaga" para alunos do próprio colégio. Recusaram-se perversamente a processar a continuidade na plataforma da Segurança Social, limpando as listas pelas costas dos pais. Não se tratou de um imprevisto de gestão; foi uma sabotagem friamente orquestrada no tempo. A direção esperou de forma maquiavélica pelo limite do calendário escolar, quando as candidaturas para as restantes creches e para a rede pública do pré-escolar (Ministério da Educação) já tinham estritamente encerrado. Ao empurrarem as famílias para o abismo a dias do regresso ao trabalho, inviabilizaram qualquer margem de manobra para a obtenção de uma vaga gratuita na região. Foi uma jogada abjeta, pensada para encostar os pais à parede e tentar forçar soluções privadas pagas a peso de ouro. Esta conduta atenta contra o mínimo sentido de cidadania, mas não surpreende quem conhece o histórico da empresa. Esta mesma gerência acumula notificações e pareceres das autoridades por práticas ilegais de cobrança de taxas de "material e renovação" sem qualquer suporte na lei. Trata-se de uma estrutura habituada a extorquir e a contornar as regras até ao limite — e para lá dele. Atirar uma criança de 2 anos para o absoluto desamparo escolar, destruindo a estabilidade de uma família na véspera do regresso ao trabalho e fugindo às responsabilidades com manobras subterrâneas, não é apenas incompetência: é uma demonstração de vilania e falta de caráter institucional.

